Rosely Sales
Berros da alma!
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Textos

Lágrimas I

O meu ser se consome em pranto,

Os meus dias choro intensamente,

Esperando da dor não recente

O alívio! Pra quê sofrer tanto?

 

Rolam lágrimas como torrentes.

E por vezes nem isso eu tenho

E querendo chorar eu detenho:

A agonia e a dor tão latentes.

 

Peço mais do que incessantemente

Solução para Deus, para o mundo.

Porém quanto mais peço mais fundo

Se regride e piora-se a mente.

 

Até quando, até quando essas cenas:

Desamor, dor, tortura, loucura,

Juntas insistirão na ruptura

Do sorriso... Ilusão era apenas?

 

Por que ria e sorria, meu Deus?

Um palhaço acaso era eu?

Porém sei, o sentimento que é meu

Do sofrer, também eram os Seus.

 

Masoquista sei bem que não és,

Muito menos um sádico cruel.

Então volte, Deus, desça do céu,

Para ao menos tocar-te os pés.

 

Sinto falta do abraço, do afago,

Do Teu beijo, do olhar, do curar,

Que só Tu a mim podes doar;

O meu preço, sei bem: Já foi pago.

 

Só descendo daí, de onde estás,

Só voltando, Deus, pra me buscar,

Poderás o meu pranto enxugar;

Poderei ter sossego e ter paz.

 

 

("E Deus limpará dos olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque as primeiras coisas são passadas." Apoc. 21:4)

 

16:42

São Paulo, SP - 20/01/2007

Rosely Sales
Enviado por Rosely Sales em 14/03/2025
Alterado em 14/03/2025
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